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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

16º Dia

16º dia 01/01/2011 – Hoje era o dia da partida , enquanto arrumávamos a tralha o israelita veio perguntar se podia ir com agente, dissemos que se sobrasse espaço podia. Deixamos um espacinho pra ele no banco de trás , e quando ele chegou com a sua mochila levamos um susto pois a mochila era enorme, ocupava quase o bagageiro inteiro. Deixamos o Ushuaia e logo na saída da cidade , passando em alguns buracos escutamos o bagageiro batendo no teto, então ao chegarmos na aduana falamos pra ele que não daria mais pra ele continuar pois o peso era excessivo  para pegarmos a estrada de rípio , ele então pegou a sua mochilinha e partiu. Durante a travessia do estreito de Magalhães vários golfinhos , ou sei la o que era , vieram pulando ao lado do barco a viagem inteira. Já tava anoitecendo e estávamos a procura de um lugar pra pousar , e quando escurece la é por que já é bem tarde. Foi quando íamos passando num posto da policia rodoviária e pergontamos se poderíamos acampar ali , mais a resposta foi NÃO
Fazer o que né , talvez estávamos com cara de bandido. Alguns km a frente avistamos muitas luzes e rezamos para que fosse algum lugar bom pra acampar, e era um santuário de Santo Expedito, tinha algumas churrasqueiras e ficava do ladinho do rio Gallegos. Foi ali mesmo que dormimos.

15º Dia

15° dia 31/12/2010 – No ultimo dia do ano fomos bem cedo (7:30), comprar algumas lembrancinhas. Chegamos no centro da cidade e vimos que não adiantou acordar tão cedo , as lojas naquele dia só abriram as 9:30am , esperamos. Ao entrar em uma loja vimos dois brasileiros comprando adesivos e perguntamos se ele iria colocar no carro, respondeu que era pra moto, perguntou da onde éramos , eles eram de Santa Catarina. Conversamos bastante ainda dentro da loja e eles nos convidaram para passar a virada de ano com eles. Feito as compras voltamos a residência própria (hostel). Quando estávamos jantando o nosso macarrão chegou o isrraelita e ele tentou se comunicar com agente , mais estava difícil, ele também estava preparando um macarrão que por sinal não era dele , enquanto ele estava comendo a dona do macarrão chegou e viu na lata de lixo a embalagem , olhou para ele e confirmou o que pensava, ele estava mesmo comendo o seu macarrão. O gringo foi até seu dormitório e pegou um outro alimento para lhe dar em troca, pediu desculpas e ficou tudo certo. Depois da janta fomos
encontrar os catarinenses no hotel onde eles estavam , nos receberam muito bem . Durante a virada ficamos esperando para ver se era real o que tinham nos falado, que la não tem queima de fogos devido ao deslocamento de ar que pode provocar um avalanche nas montanhas, e era real mesmo. Depois das 00:00 saimos na rua para olhar o movimento, mais nos demparamos com as ruas desertas , em alguns barzinhos tinha uma certa animação, mais não é o que estamos acostumados a ver aqui no Brasil, la cada família comemora em sua residência e apenas os turistas tentam fazer festa mais não conseguem. Nos despedimos dos catarinenses e voltamos para a residência própria.

14° Dia

Museu Maritimo $ 60 , não deu pra encarar
Ponto de encontro da terceira idade
14° dia 30/12/2010 – No café da manha tentamos conversar com uma israelita (no hostel só tinha israelista), ela falava um pouco de espanhol mas mesmo assim a comunicação era difícil. Saímos pela cidade e encontramos muitos brasileiros na rua porem muito metidos pois nenhum queria conversar , e nem achavam estranho encontrar um brasileiro no Ushuaia. Voltamos á residência própria no Ushuaia tomamos um banho e saímos novamente. A cidade estava sem movimento , andamos um pouco , fomos na lanchonete e pedimos um sanduíche de milanesa compressa , o pão era grande e nós pensamos que pedindo 1 dava pra dividir e estaríamos satisfeitos, mas tivemos que pedir 2 pois um só não deu conta. La na lanchonete encontramos o Thomas , tínhamos encontrado ele la na aduana á alguns dias atrás com o seu Impala 1972, conversamos um pouco e depois voltamos para o hostel.
22:10 pm

domingo, 9 de janeiro de 2011

13º dia

13° dia 29/12/2010 – No dia anterior tínhamos notado que a bateria do carro não estava carregando , e o farol tinha queimado. Trocamos a lâmpada do farol e saímos atrás de uma loja que vendesse escova do alternador , bem pertinho do hostel tinha uma loja onde compramos a peça de um outro veiculo e tinha que ser adaptada. Paramos em uma oficina e usamos o ferro de solda e o esmeril , porem a peça não deu certo. Mesmo com o alternador desligado fomos visitar o Glaciar L. Martial onde tivemos o primeiro contato com a neve. Subimos uma montanha de uns 2000 m. onde tinha bastante neve e escrevemos na neve “fusca na patagônia” e depois fizemos um boneco . Voltando a cidade procurávamos uma autopeças quando avistamos um fusca na frente de uma autopeças com a tampa do motor aberta , paramos e perguntamos se ele precisava de ajuda , e ele disse que não , perguntamos se ele sabia onde tinha um regulador de voltagem e a escova, entramos na loja e la achamos a escova quase igual mas o regulador de voltagem não tinha. Vimos que Fernando  (o cara do fusca), comprava um filtro de ar que por sinal era igual ao do fusca , mas era o ultimo que tinha na loja , ele então nos presenteou com o filtro que tinha acabado de comprar e ficamos conversando um tempo. Depois de adaptada a peça colocamos no lugar e funcionou, só não sabemos até quando. Á noite fomos jantar em uma lanchonete só que não sabíamos o que vinha nos pratos que tinha escrito no cardápio. Vimos o churrasqueiro preparando um prato que nos chamou a atenção , então pedimos um igual, porem custou 127 pesos. Enquanto estávamos comendo conversamos em voz alta quando um homem que estava do lado perguntou se éramos brasileiros , ele também era , e morava no Ushuaia á 18 anos, trabalhava de estivador no porto. Depois da conversa ele nos passou o numero do telefone e nos convidou para um churrasco que ia fazer em sua casa. Dando uma volta no centro , sentamos em frente do quiosque de informações onde conhecemos 3 colombianas muito legais e ficamos conversando até umas 3:30 da madrugada quando já começava a amanhecer.

12º dia

Farol com mal contato...
12º dia 28/12/2010 – Da aduana argentina eram 300km até o nosso destino , fomos chegando na cidade de Rio Grande onde nos perdemos e fomos parar num bairro da periferia. Quando paramos para pedir informação á um policial que ali estava, parou uma camionete importada muito bonita que estava nos seguindo a algum tempo e dela desceu uma mulher que nos perguntou se íamos para o Ushuaia , falamos que sim e ela disse para seguirmos que ela iria sentido a rota 3 (rodovia que vai pro Ushuaia). Ela entrou em muitas ruas estranhas e suspeitamos que ou era uma alma caridosa ou era algo ruim. Levamos muita sorte pois era uma alma caridosa que nos levou até a rota 3 e seguimos até o Ushuaia. Na chegada da cidade tem muitos defeitos no asfalto. Rodamos pela cidade até chegar no centro onde estacionamos o carro e fomos conhecer o centro a pé . Resolvemos ir procurar um camping pois tínhamos visto numa placa na entrada da cidade que havia um camping municipal, seguimos as placas que nos levaram até uma estrada de ripio , pensamos que estávamos no caminho errado até que mais uma alma caridosa parou e nos perguntou o que estávamos procurando , era uma sprinter e o motorista estava indo justamente para o camping , seguimos ele e chegamos ao camping onde também ficava a estação do trem da Terra del Fuego . Fizemos um reconhecimento da área e vimos que não tinha chuveiro e era muito longe do centro . Voltamos então ao centro e fomos pedir informação num kiosque de informações turísticas e nos passaram a lista dos camping e hosteis . Resolvemos que íamos ficar num hostel, chegamos em um hostel e perguntamos quanto era , e eram 60 pesos mas só tinha quarto para 4 pessoas fomos ao próximo da lista e chegamos a um hostel muito luxuoso que custava 600 pesos por dia, então pra disfarçar  perguntamos como fazia para sacar dinheiro na cidade, ele nos respondeu que era qualquer caixa eletrônico. Fomos ao próximo da lista e chegamos ao Hostel Violeta de Las Montanhas que custava 50 pesos a diária por pessoa com café da manhã e chuveiro quente , ficamos nesse mesmo.La tive acesso á internet e vi que o os brasileiros da Land que tínhamos encontrado em Bariloche tinham mandado um e-mail passando o endereço e nos chamando para passar o natal la com eles, mais agora era tarde de mais...

11º dia

11° dia 27/12/2010 – Ainda ventava muito de manha quando acordamos, carregamos tudo e partimos pra cidade de Rio Gallegos. Chegando lá paramos num posto para abastecer mas não tinha gasolina super, fomos ao Petrobras e tambem não tinha, e todos os frentistas falavam que somente tinha super no Chile que estava a 250 km . A sorte foi que quando paramos para calibrar o pneu um borracheiro que estava ali nos disse o endereço de um posto que tinha super. Fomos até la e abastecemos, passamos no mercado e compramos algumas frutas, Paes, mortadela e queijo.Chegamos na fronteira da Argentina com o Chile. Quando passávamos pela aduana notamos que todos paravam e entravam lá , então paramos também e fomos ver o que tinha de ser feito. Preenchemos um papel e entramos na fila , chegada a nossa vez no atendimento nos pediram um papel da imigração que tínhamos pego na entrada da argentina , respondemos que não tinha. Foi ai que descobrimos que estávamos ilegal no país pois não tínhamos feito a imigração ao entrar no país , então também não podíamos sair. Recolheram nossos documentos e nos mandaram esperar enquanto analisavam a situação . Depois de analisado falaram que tínhamos que pagar 100 pesos de cada para poder deixar o país, não tivemos escolha , pagamos e proseguimos. Ao chegar na aduana chilena revistaram o carro e encontraram uma sacola com maças e o salame do mercado Volpi de Curitiba, apreenderam a carga, A sorte foi que não encontraram as maças verde e a banana que estavam escondidas embaixo do banco. Dessa vez fizemos a tal da imigração e seguimos rumo ao estreito de Magalhães onde pegamos uma balsa que custava 132 pesos. Depois da balsa seguimos por uma estrada de ripio muito ruim por 130km, um carro que nos seguia desde a balsa nos avisou alguma coisa que não entendemos, então paramos o carro para verificar e vimos que a placa do carro estava presa apenas pelo lacre , colocamos 2 braçadeiras plásticas no lugar dos parafusos e seguimos. Chegamos na fronteira que saia do Chile e entrava novamente na Argentina, fizemos a imigração e como já estava tarde procuramos um lugar para dormir ali mesmo, e achamos um lugarzinho atrás de um posto desativado do ladinho da aduana. Utilizamos o banheiro da aduana que tinha chuveiro quente, montamos o acampamento e jantamos um “Pan con Jamón y queso” (pão com mortadela e queijo) e fomos dormir.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

10º dia

10° dia 26/12/2010 – Acordamos bem cedo e saímos rápido dali para não precisar pagar e seguimos rumo á El Calafate. Já estávamos com pouca gasolina , e adivinhem só , bem no meio do deserto a gasolina acaba , a nossa sorte foi ter levado combustível extra. Na entrada da cidade de El Calafate havia um posto onde paramos para abastecer, tinha uma fila grande só que o frentista falava que não tinha super só Premium, chegando perto da bomba de combustível vimos que o frentista abastecia um carro com super, então lhe perguntamos de novo , ele perguntou se estávamos com o CARAVAJO (fusca na argentina), dissemos que sim , ele falou então que abasteceria com super. Estavam falando que não tinha pois havia pouca, bem abastecidos seguimos. Chegando na entrada do parque Los Glaciares fomos surpreendido por ladrões do governo da Argentina que nos cobraram 170 pesos para visitar o parque, não teve jeito , tivemos que pagar. Valeu apena conhecer este lugar pois é muito bonito. Passamos o dia no parque andando por tudo , e seguimos de volta para o camping Las Horquetas que era caminho para o próximo destino e estava a 180 km do parque. La chegando veio falar com agente uma  mulher que nos falou que o camping não era de graça e perguntou se tínhamos dormido ali na noite passada , respondemos que não, só tínhamos ido ali para olhar o local. Pagos 25 pesos , armamos acampamento sob um vento muito forte e frio.